Fanfic PerNiLeo - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Uma tímida confissão.


Desde que a guerra entre gregos, romanos e Gaia havia acabado, a paz tinha se reestabelecido nos acampamentos, tornou-se possível até passar férias ou um período de intercâmbio no acampamento dos antigos “inimigos”.
   Percy realmente estava muito feliz com isso, nunca tinha visto seus colegas tão felizes antes. Parecia até que estavam nos Campos de Elísio, tirando o pequeno detalhe de que estavam, bem, estavam vivos.
    Havia apenas uma coisa que tirava Percy de sua zona de conforto, na realidade, isso fazia com que ele passasse horas no chalé olhando para o nada, e o fato de que Tyson não estava lá só fazia com que tudo piorasse. Afinal, quem iria distraí-lo daquele incômodo?
   O garoto decidiu-se de que já tinha olhado para o teto o tempo suficiente para crises existenciais de um ano inteiro. Sentou-se na cama irritado e olhou para fora, o dia estava chuvoso e cinza, assim como sua mente, concluiu.
    Bufou.
    Pulou do beliche e calçou seu tênis, pegou uma jaqueta e vestiu-a, colocou a mochila no ombro. Pensou que se sua vida fosse um filme, provavelmente agora estaria tocando alguma música bizarra de rock, alguma daquelas que ele adorava, então deu um sorriso bobo. Todo mundo já pensou em coisas assim em algum momento na vida.
    Passou pela porta, mas não se importou em trancá-la. Avistou Thalia, amiga a qual havia se aproximado muito desde o fim da guerra. Foi fácil perceber que a garota já tinha se dado conta do porquê de ele estar indo em sua direção, por isso mesmo que ficou sem graça e revirou os olhos enquanto ela ria.
    – Deixe-me adivinhar, problemas de novo, Percy? – Perguntou com um tom sarcástico.
    – Ou você me conhece muito bem, ou eu devo estar com uma cara de desesperado. – Respondeu Percy.
    – Bem, digamos que você está certo sobre os dois, então.
   Percy nem se importou, subiu as escadas do chalé da amiga e sentou na varanda. Ele apoiou-se pelas mãos e começou a olhar os campos de morango por meio dos balaústres de madeira, que Thalia havia pintado de preto. Thalia seguiu o amigo e ao chegar ao seu lado passou a encará-lo com uma cara de indignação. 
    – Fale logo! Está me matando de curiosidade!
    – Eu... eu decidi que preciso me confessar.
    Thalia sentou-se ao lado de Percy incomodada.
    – Tá, então se confesse.
    – Não é tão simples, e se eu for rejeitado? – Perguntou ele.
  – Bem, então você entra nesses sites de relacionamentos e cria um perfil, coloca uma foto bem bonitona e fala que é formado em medicina. Ah, claro, não esquece de pôr a idade, as coroas vão cair todas em cima de um semideus médico de 17 anos e...
   – Argh, será que dá para me levar a sério? – Disse Percy interrompendo-a.
   – Nossa, é tão difícil falar que gosta dele logo?
   – THALIA!
   – O quê? – Percy a encarou com raiva – Ah, qual é? Encaremos os fatos Percy, até Quíron já deve saber que você é harpia!
Percy arregalou os olhos para o que ela havia acabado de dizer. Tirou o tênis e tacou na direção dela, que facilmente desviou enquanto ria da expressão do amigo.
   Thalia havia assumido um tom sério, sentou mais perto do amigo e devolveu o tênis normalmente, como não tivesse sido atacada. Estava realmente pensando em como poderia ajudar o amigo.
    – Sabe Percy, vir aqui me pedir conselhos é uma perca de tempo, você tem que ir falar é com ele! Simplesmente vá! Converse sobre algo que ele goste, depois mostre algo que você goste para ele. É assim que esse tipo de coisa funciona. Agora vá! Estarei torcendo por você, e não ouse dar meia volta ou eu mesmo o levarei em seu chalé.
   Percy respirou fundo e levantou-se, ele sabia que não havia como discutir com Thalia, ela era determinada, e se fosse preciso fazer um amigo pagar um mico simplesmente para ajudá-lo, bem, ela faria com gosto.
   O garoto procurou pelo chalé, e quando o encontrou, respirou fundo mais uma vez e seguiu em frente. O que havia a perder? O máximo que receberia era um não, e talvez nunca mais falaria com ele... Percy olhou para trás e Thalia levantou uma sobrancelha como quem dizia “não se atreva a parar”. Ele deu um risinho para a amiga e voltou a ir em direção ao chalé.
    Não chovia mais, entretanto, o céu continuava cinza. 
    Percy chegou na porta do chalé, bateu três vezes e afastou-se nervoso, mexendo com as mangas da jaqueta. Ele ouviu um som de pés aproximando-se e ficou mais nervoso ainda. A maçaneta girou e a porta abriu. 
     –Percy? O que faz aqui? Hm, entre. – Disse Nico encarando-o. – Vamos, entre! – Nico o puxou pelo braço para dentro do chalé.
    Havia uma mesa no centro e algumas poltronas em volta, Percy percebeu que Nico havia recuperado a estátua de Hades que sua irmã havia roubado do Ferro Velho dos deuses. Uma onda de tristeza percorreu Percy, mas, pensou ele, pelo menos Nico deveria ter perdoado ele. 
    Percy olhou para o amigo e percebeu que esse o encarava, esperando que ele falasse o motivo pelo qual tinha aparecido ali.
    – Ah, certo. – Falou atrapalhado – Eu estava pensando se você não gostaria de jogar uma partida de mitomagia...
    – Ah, por que não falou antes? Vou pegar as coisas, já volto.
   Ele assentiu. Assim que Nico saiu o garoto voltou a olhar e analisar os detalhes do chalé, até olhar a janela e quase ter um ataque cardíaco. Percy soltou um grito enquanto olhava espantado para Thalia, que estava espionando os colegas. Ela emitiu um “shhh” com cara de raiva.
    – O que você disse? – Perguntou Nico.
    – Eu... eu engasguei.
    Thalia revirou os olhos e mexeu a boca formando sem som as palavras “Engasguei? Sério?”. Percy fez sinal para que fosse embora então a garota mexeu a boca de novo, agora dizendo “não mude de assunto, faça o que veio fazer” e logo depois fez sinal de que continuaria bisbilhotando.
    Nico estava voltando, o que fez com que Jackson corresse para sentar-se na poltrona, e fingir que não havia ninguém espionando o que poderia acabar em uma rejeição. O filho de Hades voltou com torres de cartas, eram tantas que acabou derrubando por não conseguir ver nada. Percy rapidamente foi ajudar o amigo a recolher as cartas, quando acidentalmente pegou em sua mão.
   “Uau, como isso é clichê, vamos lá Percy, seja original” provavelmente era o que Thalia diria, pensou Percy, mas não é como se ele tivesse feito de propósito. Ele poderia matar milhares de monstros que não morrem, mas ter atitude na frente de uma paixão? Ha-ha, não.
    – Percy?
    – Ahn? – Resmungou voltando a olhar para Nico.
    – Larga minha mão, cara.
   Jackson desejou que um buraco abrisse no meio da sala e o engolisse, chegou a considerar a hipótese de pedir para Nico fazer isso por ele, já que a esse ponto não havia mais salvação.
    – Você está vermelho! – Disse Nico
    – Es... eu estou com calor. Calor? Sim, calor! Isso.
    – Então eu abrirei a janela...
    – NÃO! Tá frio, quer dizer, tá frio lá fora e... e as cartas vão voar! – Disse Percy atrapalhado.
   Nico o encarou como se estivesse analisando-o, então levantou-se e estendeu a mão para o amigo, não para ajudá-lo a levantar-se, mas como quem pedia algo.
   – Me dê sua mochila! Quero ver se você andou comendo flor de lótus, pois essa é a única explicação que eu vejo para o que está acontecendo aqui. – Girou o dedo pela sala.
    Percy não teve tempo de pegar a mochila, Nico a encontrou, sentou em sua frente e começou a tirar tudo de dentro, enquanto falava o que via. “Camisas, dinheiro, ambrósia...”
    – O que é isso? – Perguntou – Ah, é uma caixinha, como abre?
    – Nico, não...
   – Ah, abriu! Eu sabia que tinha... ah droga, realmente achei que ia encontrar flor de lótus aqui. A verdade é que eu queria um pouco também. Oh, tem mais coisa, uma foto... minha?
     – É que eu guardo foto de meus melhores amigos aí – Explicou-se rapidamente.
    – Mas, só tem uma foto... Aaah, eu sou seu único melhor amigo? Uau, fico feliz por isso, mas acho que a Thalia não vai gostar nem um pouco.
     “A esse ponto não havia mais salvação” pensou novamente. Percy bufou. Ele tinha que fazer aquilo, só dessa forma poderia dar fim a toda aquela tortura. Encarou o amigo e sem pensar duas vezes disse:
     – Eu gosto de você, Nico.
     – Ahn, uau, eu também gosto de você, Percy, você é demais.
     – Não, não! Eu não gosto de você, eu amo você, Nico.
    Nico olhou diretamente para o chão, e por seus olhos o amigo podia ver o quão longe estavam seus pensamentos. Percy recolheu suas coisas e as colocou de volta na mochila, fechou o zíper e levantou-se. Respirou fundo de forma triste e virou-se enquanto ia em direção a saída.
    – Espera.
    Ele parou ao tocar a maçaneta e virou para encarar o filho de Hades, que ainda estava sentado no chão.
    Nico levantou-se e foi em direção ao amigo. Pegou sua mochila e soltou-a no chão. Ele colocou a mão direita sobre o ombro de Percy com um pouco de receio. Mordeu o lábio e deu um passo, o que o deixou próximo o bastante para que não houvesse como disfarçar, deu um beijo em Percy e afastou-se. Um beijo na boca. 
    Percy largou a maçaneta e empurrou Nico na direção na parede, forçando-o contra ela enquanto o beijava.
   Thalia, sorria enquanto olhava pela janela. Ela sempre apoiou o amigo e estava completamente feliz ao vê-lo confessando-se e tendo seus sentimentos aceitos. Entretanto, seu sorriso desapareceu. Ao ver que alguém se aproximava, ela bateu com força na janela e pulou a varanda pelo lado.
    Os dois pararam de beijar num susto, foi quando Annabeth entrou no chalé procurando por Nico, que ainda estava muito perto de Percy. A garota nem terminou de entrar e apenas disse que voltaria depois, fechando a porta tão rápido que não tiveram tempo de responder nem sequer um “ok”.
     – Você acha que ela percebeu? – Perguntou Nico.
    – Bem, provavelmente, mas, vamos fingir que não ocorreu nada. Nico, eu preciso falar com Thalia, ela vai adorar saber o que aconteceu aqui, afinal, foi ela quem me encorajou...
    Nico deu um sorriso envergonhado.
    – Tudo bem, até depois.

Percy saiu do chalé e começou a procurar por Thalia pelos arredores, mas ela havia simplesmente desaparecido. Ele não reclamou, afinal, isso significava que ela provavelmente não tinha visto o beijo. Decidiu ir para seu chalé e procura-la mais tarde.
    Estava próximo ao Chalé de Hefesto quando viu Annabeth novamente, dessa vez conversando com Leo Valdez. Ambos pareciam intrigados.
    – Não tem nem como negar! Aquilo foi cem por cento um beijo! Sinto muito Leo. Você devia ter tomado coragem! – Disse a garota.
    – Sim, não posso atrapalhar Nico agora, isso seria terrível.
   Percy sentiu uma onda de calor percorrer seu corpo. Uma mistura de raiva e ciúmes. Ele sabia que não tinha o direito de sentir aquilo, afinal, foram dois beijos e só. Ele não recebeu um “eu te amo” de retorno, então não tinha certeza do que poderia acontecer. Pensar nisso só fez com que ficasse com mais raiva. Passou pelos dois semideuses e lançou lhes um olhar de fúria enquanto corria para seu chalé.
   Para sua surpresa encontrou Thalia sentada na escada, e ele deduziu que ela deveria estar tentando entender seu olhar furioso, pois lhe olhava confuso.
    – O que foi? Por que essa cara irritadinha depois daquele beijão?
    – Sério? Você ainda estava espiando?
    Thalia deu uma risadinha.
    – Thalia, Annabeth entrou no chalé, e quando estava voltando para cá ouvi ela contar ao Leo que nós nos beijamos. Acho que Leo gosta do Nico, você acha que ele teria alguma chance?
    – Ohhh, isso não é bom. Desculpa Percy, mas você sabe, o Leo é um dos garotos mais desejados por todas as garotas daqui, bem, exceto eu, é claro.
    – Você acha que ele me trocaria? – Perguntou ele.
    – Bem, sei lá, você disse que amava ele, né? O que ele respondeu? Ah, não sei. Sinto muito.
    O olhar furioso tomou conta de seu rosto novamente. Ele se virou e começou a correr, sem que se despedisse da amiga. Ia em direção ao chalé de Hefesto. Ambos ainda estavam no mesmo local conversando. Ele entrou no meio de ambos e segurou Leo pela camisa do Acampamento Meio-Sangue. Annabeth estava assustada.
    – Escute aqui, Valdez, eu só vou falar uma vez! Você está atrasado. Nico aceitou meus sentimentos, então fique na sua e não se meta entre nós! Não estrague tudo, você entendeu?
    – Percy, eu...
    – Entendeu?
    – Sim, mas...
    – Sem mas! – Disse para Leo.
    – Percy, eu não gosto do Nico, eu gosto é de você! – Gritou Leo.
    Ele soltou a camisa de Leo e sua mão caiu sem força, batendo em sua perna. Seu olhar era uma mistura de espanto com dúvida. O que faria agora? Se aquilo fosse verdade, ele teria acabado de destruir o garoto por dentro, com toda a força daquelas palavras que foram jogadas ao ar.



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