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Fanfic Meio-irmão - Capítulo 6

Escrita por ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Meio-irmão
Exibições 5.530
Palavras 6.707
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais.Nenhuma das situações encontradas aqui realmente aconteceu. Não há nada que prove que as personalidades correspondem as originais ou que qualquer cena se assemelhe a qualquer acontecimento real. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello girls. Bem, não há palavras para explicar os motivos da minha demora de 1 mês. Sim, trinta dias sem postar absolutamente nada. Estou até com vergonha.
Ok, a minha pessoa estava em preguiça criativa, e terminando os capítulos de PD nas últimas semanas. Eu terminei de escrever PD e comecei aqui antes de ontem. Eu gostaria de ter atualizado ontem à noite, mas a minha pessoa está gripada e não consegue concentrar e passar sentimento no capítulo.
Então, eu peço mil desculpas caso não gostem, e caso eu tenha deixado muito a desejar.
Boa leitura.

Capítulo 6 - Uma possível vingança


Fanfic / Fanfiction de One Direction - Meio-irmão - Capítulo 6 - Uma possível vingança

Eu havia melhorado do meu resfriado, no entanto, em contrapartida, eu estava odiando mais ainda o meu meio-irmão. Por mais que eu quisesse esquecer o que ele me fez passar no banheiro, parecia que a minha mente estava ligada no automático, bobinando as cenas de hora em hora. Eu tinha prometido uma revanche, mas eu ainda não havia pensado em algo bom e doloroso. Fazer Harry sofrer seria excelente, se eu realmente soubesse como.

Sábado era o meu grande dia de ações voluntárias, então, Anne estabelecera algumas tarefas para mim na cozinha. Eu não era o que digamos de boa com fogões, mas eu sabia cortar legumes como ninguém. A minha faca afiada deslizava para lá e para cá, enquanto eu cantarolava algo baixinho. Apenas um sussurro de Harry em meu ouvido quase me levou a amputar a minha própria mão.

Eu girei o meu rosto carregado de ódio, e fiz uma careta quando Harry deu de ombros como se a culpa pelo meu quase desastre não fosse sua.

― Allyson acabou de te convidar para irmos ao cinema hoje à noite. ― ele disse com desdém, como se aquilo realmente não fosse importante. O que eu mais detestava em Harry, era o fato de que ele nunca me perguntava se eu gostaria de acompanha-lo ou não. Ele sempre tratava de decidir tudo por mim, como se eu ainda fosse uma criança.

A minha visão retornou para os pimentões picados, e eu respirei algumas vezes como forma de propagar controle. Eu não iria discutir. Eu não iria.

― Eu não vou. ― fui simples e objetiva.

Uma vez que me neguei, eu poderia dizer que Harry estava contando até dez e buscando tranquilizar o corpo. Ele não era do tipo que recebia um não e ficava calado. Eu conhecia o meu meio-irmão como ninguém, e, eu havia feito tudo de propósito, apenas para que ele soubesse que eu não atenderia todos os seus gostos.

― Louis Tomlinson vai conosco. ― se ele não estivesse tão perto eu não teria escutado; tão baixo soou o comentário.

Louis era irmão de Allyson, e Louis era o meu amigo mais louco. Eu sabia que Harry o detestava, no entanto, agora, ele estava usando esse grande fator para me ver reconsiderando a minha resposta. Bem, eu não poderia deixar o meu parceiro na mão.

― Tudo bem, eu estarei lá.

Eu senti as bochechas doloridas como o meu largo sorriso. Eu adorava Louis, e Harry o odiava. O meu objetivo de vingança seria consumado com o auxílio de alguém com alta experiência no ramo das trapaças. Sim, eu estava me referindo a Tomlinson e a sua capacidade de pensar em algo bom para a minha revanche.

Eu percebi o momento em que Anne deixou a cozinha, e Harry aproveitou para se aproximar de mim. A minha visão continuou atenta nos pimentões, mas eu sabia que ele estava bem perto; quase ultrapassando a faixa que eu considerava como limite para uma aproximação. O meu cabelo estava preso para o alto, contornado com um elástico fino. A minha nuca podia absorver cada vai e vem da respiração dele. Era quase como se eu pudesse enrijecer toda vez que Harry respirasse em mim.

― Você não tem o quê fazer? ― eu resmunguei entre dentes.

― Não.

― Então procure algo e me deixe em paz.

Uma vez que disparei a minha irritação, eu tive quase certeza de que Harry sairia, mas ele não o fez. Contrariando todas as minhas suspeitas, ele me segurou pela cintura, atrás de mim, e instalou a sua boca na parte esquerda do meu pescoço. Eu soltei a minha faca quando senti que a lâmina poderia me cortar a qualquer momento, caso Harry resolvesse prolongar a sua brincadeira de provocação.

― Eu gosto de tocar a sua pele. Eu gosto da forma como você fica arrepiada quando eu faço isso aqui. ― os seus lábios impactaram suavemente contra um ponto atrás da minha orelha. Eu estava ofegando, tentando controlar os meus batimentos que pareciam furiosamente rápidos. A minha pele formigava, cada parte de mim entrava em estado de alerta quando a boca dele se arrastava por meu pescoço. Harry gostava de me torturar. Ele era perito nisso. ― Diga que adora quando eu te beijo.

Droga. Onde a minha coragem para recuar havia se escondido? Eu não cederia. Eu não faria com que ele soubesse que eu gostava. Merda, eu não deveria gostar.

Os meus olhos semicerrados passaram a avistar a faca. Discretamente, a minha mão engatinhou até ela, e eu consegui prendê-la firmemente. Enquanto Harry alternava entre mordidas e beijos suaves, eu rezava para que a minha voz saísse normal quando eu resolvesse ameaçá-lo de morte.

― Harry, eu acho melhor você sair daqui. ― eu testei o meu timbre ainda preso na garganta. Um pigarro foi necessário para que os tons aumentassem consideravelmente. A risada de Harry encheu os meus ouvidos, a sua boca roçando na minha bochecha quando ele passou a me apertar com mais força em seu corpo. Toda a coragem de girar e atacar havia sumido quase que instantaneamente. ― Harry, a sua mãe pode retornar a qualquer hora.

Táticas. Eu precisava de táticas e desculpas para usar no momento.

― Eu não me importo. ― ele disse em tom de desdém.

― Mas eu sim.

― Foda-se.

Ele me girou com força, as minhas costas bateram no balcão enquanto as mãos dele me apertavam entre seu abdômen e o mármore. Eu senti as minhas pernas petrificarem no chão, a minha boca se abriu e eu quase vomitei o que havia ingerido mais cedo. Por mais que os meus olhos presenciassem a cena, a minha mente estava se negando a processar a velocidade dos fatos. Em um minuto eu tinha a minha arma nas mãos, para agora estar totalmente indefesa. Droga, droga, droga. Eu era uma fraca.

― Harry, não... ― a minha voz chorosa se pronunciou. Os cílios vibraram quando eu os bati rapidamente enquanto olhava para ele. A sua boca a milímetros da minha me deixava confusa. ― Por favor, saia.

Eu detestava implorar. Aquilo me remetia à fraqueza extrema e submissão. Eu tinha noção do quanto Harry gostava de estar no poder. Ele necessitava exercer domínio sobre as garotas. Era como se Harry soubesse que todas elas sentiam algo tão forte por ele que não podiam simplesmente resistir. Se eu fosse analisar com calma e profundidade a situação, eu diria que neste exato momento ele estava me fazendo como sua refém. E, o pior de tudo, eu senti como se fosse morrer se ele não me desse logo um beijo.

― Não vai fugir? ― ele me soltou por minutos, apenas para chegar mais perto do meu rosto e aquecê-lo com sua respiração. Antes que eu pudesse responder com palavras, a minha cabeça com vida própria balançou de um lado para o outro, e as sobrancelhas de Harry franziram quando ele notou que eu disse não. ― Sério? Você não tentará me bater se eu te beijar agora? ― ele soava incrédulo. ― Espere um instante, eu preciso de uma câmera para registrar esse momento.

A sua mão deslizou pelo bolso da calça jeans, puxando o celular. Eu vi a forma com ele passou o dedo na tela e encontrou o ícone com a pequena máquina fotográfica. Harry olhou para o aparelho e, em seguida, voltou-se para mim. Ele estava sorrindo e mostrando aquelas malditas covinhas. Eu não sabia exatamente o que acontecia comigo, mas parecia que todo o meu poder de raciocínio foi arrancado e jogado no lixo.

― Harry, o seu quarto está uma bagunça. Quantas vezes eu tenho que dizer que você precisa arrumá-lo? ― a minha respiração presa cedeu, os meus olhos encontraram Anne quando ela falou em tom de autoridade com Harry. Ele girou e a encarou com submissão, bufando e guardando outra vez o celular no jeans. Ele não esperou que ela o mandasse subir para o quarto. Apenas guiou os passos até a porta e se negou a olhar novamente para mim. Eu respirei e passei a mão pela testa suada quando o corpo dele finalmente escapou da cozinha. ― Eu sinto que tenho de ser mais rígida com Harry. Ele está muito rebelde ultimamente.

Os comentários de Anne duraram um tempo, até que eu decidi tomar banho e me arrumar para o cinema. Eu pensei no que seria interessante vestir, e escolhi um vestido preto com estampas brancas, sapatilhas escuras e um simples colar.

Enquanto eu me mantivesse distante de Harry, tudo ficaria bem.

A sessão estava marcada para as dezoito horas. Havia mais ou menos trinta minutos que eu esperava pelo surgimento do meu meio-irmão. Eu sempre tive que lidar com o fato de que ele demorava séculos para ficar pronto. Harry era algum espécime feminino em corpo masculino. Ele tinha herdado todas as características que deveriam ser minhas.

Cansada de esperar, eu levantei e fui para o quarto dele. A minha mão bateu duas vezes na porta até ver Harry somente de boxer à minha frente. O seu olhar percorreu o meu corpo, as minhas bochechas esquentaram quando ele sorriu e me puxou para dentro do cômodo. Eu vi a bagunça sobre a cama; as peças de roupas jogadas no colchão e travesseiros. Havia calças e blusas, e eu sabia que Harry não tinha se decidido sobre nenhuma delas.

― Gay. ― eu sussurrei para mim mesma, mas eu desejava que ele ouvisse também. Nenhum garoto demoraria tanto ao arrumar-se para ir ao cinema.

― O que disse? ― ele questionou. Hm, eu havia conseguido.

― Nada, não é nada. ― o meu sorriso falso se lançou para ele. Eu mordi o meu lábio quando o riso quase escapou da garganta. ― Quer ajuda com a roupa?

― Hm, sim.

Não foi difícil escolher algo para ele. Analisando o fato de que todas as suas calças eram pretas, eu somente retirei da pilha uma que não contivesse furos na parte dos joelhos. Harry fez uma careta quando eu disse que jogaria as peças rasgadas fora, que a moda de usar roupas daquele jeito jamais voltaria às passarelas. Ele apertou a minha mão e puxou todas as que eu havia recolhido para pôr no lixo.

― Minhas. ― ele falou com posse e levou as calças para o armário, socou-as lá e trancou a porta com chave e tudo mais.

Eu tive vontade de mordê-lo quando ele franziu os lábios em um pequeno bico. Droga, ele poderia ser muito infantil quando queria.

As minhas forças foram reunidas. Eu as usei para desviar o meu olhar de Harry e retornar para o ato de escolher uma camisa. Eu saquei a xadrez vermelha e a entreguei num calmo pedido para que ele não se opusesse. Nós estávamos quase atrasados, e ainda precisávamos passar na casa dos Tomlinson. Harry tinha de cooperar de qualquer forma.

Enquanto eu sentei e olhei para as minhas unhas pintadas de um pálido branco, Harry tratou de vestir a calça e camisa. Eu senti o perfume dele um pouco depois. Allyson havia lhe dado a colônia no seu aniversário, no começo do ano. Ela, de certa forma, possuía um bom gosto para escolher fragrâncias.

― Estou pronto.

― Ok.

Eu guiei o meu olhar para ele. O garoto mais irritante e bonito que alguém poderia ter como irmão. Harry era lindo, e ele sabia exatamente disso. Mesmo que ele estivesse vestido com as calças que eu pretendia jogar fora, ele, ainda assim, conseguiria ser atraente e desejado. E, eu pensei que ele notou isso quando os meus lábios se abriram num sorriso totalmente inesperado. Não, eu não poderia estar dando tanta bandeira.

― O quê? ― a minha voz morreu quando ele andou até mim, o seu corpo parou e se agachou diante da cama. Ele suportou o peso sobre os meus joelhos e passou a me encarar de um jeito estranho. Aparentemente eu estava bem, mas, internamente, o meu estomago começava a embrulhar e sentir um ar frio fazendo caminho por ali. ― Harry, o que...

As mãos dele foram subindo, e com elas o meu vestido. Eu bati sobre os seus dedos, e ele notou que estava indo longe demais. Respirar já não era tão fácil. Faltava ar e comandos para que os meus pulmões acumulassem oxigênio suficiente. Em um curto espaço de tempo, Harry deslizou o seu polegar pelo meu queixo, e o segurou para que eu não pudesse girar o rosto enquanto ele aproximava o seu.

― Eu sei que você também quer. ― ele sussurrou. Os meus pelos arrepiaram numa fração de segundo e eu engoli o enorme nó que se aprofundou na minha garganta. Era impressão minha ou Harry estava pensando em trair a namorada? Céus, ele queria atraí-la comigo! Que canalha!

― Você é um idiota, Styles! ― eu o empurrei com força, fazendo-o cair de bunda no chão. Harry me olhou enquanto eu levantava, respirava e controlava a adrenalina que fluía nas minhas veias. Era visível o quão afetado o meu sistema nervoso se encontrava. Àquele momento eu poderia jurar que teria coragem suficiente para bater nele até ver sangue. ― Tenha mais respeito e decência. Ponha nos seus miolos a verdade: eu não quero e não vou ficar contigo, entendeu?

Harry não rebateu. Ele somente me olhou e apertou as sobrancelhas numa carranca. Os seus lábios estavam firmes em uma linha, a mandíbula tensa daquela forma que fazia muitas garotas suspirarem. Eu, então, resolvi por um ponto final na conversa e esperá-lo fora do quarto, no entanto, quando dei um passo para frente, a minha perna foi circulada e puxada por uma mão. O meu corpo pendeu e despencou sobre o carpete, e Harry rapidamente tratou de subir em cima de mim; as suas pernas ao lado do meu corpo me deixavam presa.

― Do quê você tem medo? ― ele murmurou na minha cara. Eu tinha as minhas mãos a cima da minha cabeça. Ambas foram aprisionadas pelos grandes e firmes dedos de Harry. Ele possuía força maior que a minha. Eu sempre imaginei que deveria fazer algum esporte e me tornar mais ágil. ― Não quer que eu te toque?

― Não, não quero.

Eu me contorci sob ele, tentando forçadamente me soltar do seu domínio. Harry parecia se deleitar do meu estado de relutância. Havia um sorriso debochado, olhos com íris dilatadas e uma respiração acelerada sobre meu rosto. A sua mania de umedecer os lábios estava presente quando ele o fez. Na maioria das vezes eu acharia irritante, mas agora tudo soava como uma menção para me beijar depois.

― Eu te acho muito inocente, Manuela. Penso até que você nunca foi tocada.

Eu realmente não fui tocada por ninguém. A minha virgindade era algo que eu preservava e perderia apenas com o cara certo.

― Isso é um problema? ― eu estalei. Harry fechou o sorriso e balançou a cabeça em negação. Não assimilei que estivéssemos falando da minha sexualidade agora; como se isso fosse o assunto mais interessante do mundo inteiro. ― Há algo errado em ser virgem?

― Não, você sabe que não. ― ele falou baixo, como se estivesse medindo as palavras antes de deixá-las sair de sua boca. Harry me fitou e, em seguida, saiu vagarosamente de sua posição acima de mim. Mais uma vez eu o observei, confusa, imaginando se a minha confissão foi algo tão forte que ele resolveu recuar de repente, sem dizer nada. ― Desculpe. ― a sua mão estendeu para que eu pudesse levantar.

― Por que está se desculpando? ― o que ele havia feito de errado? Será que Harry era louco ou coisa assim?

― Eu fui um completo imbecil nos últimos dias. ― a sua mão viajou para os cabelos, e ele apertou os fios próximos à nuca. Aquela era uma forma de demonstrar nervosismo e inquietação. ― Eu não deveria ter feito àquelas brincadeiras. Penso que fui longe demais contigo. E eu só queria que você soubesse que estou disposto a protegê-la dos outros caras.

― Proteger? ― a minha voz soou esganiçada. Harry me protegeria por quê? Por que sou virgem?

Ele não disse nada, a sua cabeça balançou para cima e para baixo em afirmativa. Eu não soube mais o que argumentar, então, eu esperei certo tempo até que a minha mente voltasse à realidade. Nesse espaço de alguns minutos, Harry veio até mim, as suas mãos cercaram o meu rosto e ele acariciou as minhas maçãs. Ele tinha um toque suave e sutil. Eu não deveria gostar, mas eu gostava. Eu o tinha visto fazer a mesma coisa com Allyson, no entanto, tudo sempre acabava diferente depois. Ele a beijava, a acariciava, fazia com que ela fosse apenas dele.

― Nós estamos atrasados. ― o comentário me tirou do transe. Harry olhou para o relógio em seu pulso, o semblante preocupado quando ele o ergueu para me encarar.

A minha certeza sobre encontrar um Louis louco e elétrico era quase de cem por cento. Quando nós chegamos à casa dos Tomlinson, e Harry firmemente tocou a campainha, eu me encolhi ao lado dele, esperando que alguém colocasse um pouco menos de entusiasmo quando decidisse pular em cima de mim. Foi tudo em vão, pois no minuto em que a porta se abriu e um par de olhos azuis me checou, eu recebi o melhor dos abraços existentes. Eu fui levantada e girada como dançarinas de ballet.

― Você cresceu bebê. ― o olhar crítico de Louis percorreu o meu corpo. Ele ainda não tinha olhado para Harry, e eu sabia muito bem que os santos de ambos nunca se bateram. ― Está mais bonita. Hm, mais quente também.

As minhas bochechas esquentaram. Ele estava apenas brincando sobre eu ser quente, mas parecia que minha mente processava de forma clínica demais. Eu sorri e apertei a barra do meu vestido; as minhas palmas suadas foram novamente limpas com o movimento de fricção. Louis então cercou a minha cintura, me trazendo para perto e caminhando comigo até o carro de Harry. Ele cochichou um par de bobagens sobre me pegar no escuro enquanto Allyson e Harry estivessem em seu próprio mundinho de casais apaixonados.

Nós rimos e brincamos durante o trajeto. Eu poderia ver o quão impaciente o meu meio-irmão ficava com as risadas esganiçadas de Lou. O seu olhar estava preso ao pequeno espelho, encontrando-se com o meu quando eu sorri para tranquilizá-lo. Ele repetiu o ato, e eu senti uma espécie de frio invadir o meu estômago. Eu não deduzi do que se tratava. E eu também não queria saber.

Nós chegamos ao cinema, a porta ao lado de Louis foi aberta e ele me impediu de fazer o mesmo com a minha. Instantes mais tarde, havia um garoto sorridente com uma combinação entre tecidos nobres e jeans, olhando de forma travessa para uma garota emburrada ainda sentada em seu lugar no carro.

― Dê-me sua mão querida dama. ― ele se curvou para mim, o sorriso maior que eu havia visto. Eu recebi o toque de sua palma sem hesitar, e juntos nós caminhamos para o local onde Harry e Allyson estavam. Os garotos se decidiram entre comprar os ingressos, e eu teria de aguentar Ally na fila para adquirir pipoca e refrigerante. Ela era insuportavelmente fofa quando estava comigo. Isso estava no topo do que mais me irritava. ― Eu volto logo, bebê. ― Louis avisou antes de sair com meu meio-estranho-irmão.

Nós aguardávamos um filme de ação, no entanto, os nossos semblantes murcharam quando os garotos voltaram com entradas para o romance Para Sempre. Channing Tatum estava no elenco como protagonista, mas ele jamais tiraria a roupa enquanto dançava como em Magic Mike.

― Eu vou chorar, eu sei que vou. ― Louis fez voz dramática à medida que adentrávamos na sala. ― Por favor, me ame e me abrace enquanto eu estiver depressivo assistindo aquela coisa.

Eu mordi a minha boca para não rir, mas foi impossível prender quando Lou me agarrou e fez uma cara pidonha.

― Hm, ok. Duas libras para cada abraço. Oh, e esse definitivamente é o meu melhor preço.

O meu assento ficava entre Louis e Harry. Eu estaria feliz se soubesse que meu meio-irmão e sua namorada começariam a sessão de beijos apenas no segundo tempo, quando o filme estivesse na metade. No entanto, nas primeiras cenas em que Paige perde a memória, eu avistei dois seres emaranhados entre lábios e línguas. Aquilo me causava repulsa. Era como se eu me sentisse ofendida com a devoção que um impunha para com o outro.

― Eu não quero segurar vela. ― a voz de Lou atingiu os meus ouvidos quando ele cochichou. Um dos seus braços estava sobre minha cadeira, deslizando vagarosamente para as minhas costas. Eu rapidamente senti a sua mão acariciando um ponto acima do meu cotovelo. ― Você sabe que nós podemos ficar não sabe?

― Quê? ― eu gritei.

A minha pipoca pulou para fora do recipiente de plástico tamanho foi o meu susto. Os meus olhos transitaram de Louis para a grande tela. Eu não queria olhá-lo. Merda, eu não conseguiria. Ele ainda estava calado, a sua mão presa no meu braço a fazer movimentos. Nós nunca havíamos ficado. Nunca mesmo. Seria estranho beijá-lo quando eu o considerava apenas como amigo.

― Droga, Manuela! ― Harry estava bravo quando notou as pipocas espalhadas em seu jeans. Por um minuto ele deixou a sua namorada, enquanto ela me perguntava se eu gostaria de ir consigo ao banheiro. Se as minhas pernas não estivessem cravadas no chão, eu a acompanharia sem hesitar. ― É por isso que eu detesto trazer crianças.

Criança? Eu?

Ele se curvou para catar as pipocas enquanto bufava e reclamava baixinho. O meu corpo ainda paralisado conseguiu girar para Louis, e eu vi a forma piedosa a qual ele me encarava. Eu nunca fui de sentir ofendida com pouca coisa, mas, agora, Harry parecia me repreender por algo bobo. Eu não havia feito por querer. Será que ele não entenderia isso?

O meu corpo pendeu para o lado, eu encontrei os braços firmes de Lou a me acolher. Enquanto eu pensava e desconsiderava a presença emburrada do meu meio-irmão, eu tinha os cabelos afagados pelo garoto ao meu lado. Eu olhei para cima por um tempo, agradecendo silenciosamente pelo carinho. Louis sorriu, e aquele sorriso não era algo que eu classificaria como inocente. Havia claras segundas intenções ali. Eu logo relembrei que precisava me vingar de Harry. Sim, talvez beijar meu amigo não fosse tão pecaminoso ou digno de ir para o inferno.

― Louis? ― eu sussurrei.

― O quê?

― Eu quero ficar com você.

― Sério? ― as suas sobrancelhas levantaram, a boca bem aperta em minha direção. Eu balancei a minha cabeça para que ele soubesse que eu não estava mentindo. ― Uou! Bem, eu pensei que... Ah, esquece o que eu pensei.

Ele não disse outra coisa, o seu corpo inclinou-se e nossos lábios se tocaram devagar. Instintivamente a minha mão correu para a sua nuca, os meus dedos movendo círculos pelo local. Eu senti as dele passando para a minha cintura, e ele tinha certo desejo quando me puxou para perto, desconsiderando o fato de que havia o braço desnecessário da cadeira a nos separar.

O perfume de Louis me atingiu. A colônia forte era diferente do aroma de Harry. Eu inspirei uma boa quantia enquanto os lábios dele abandonavam a minha boca e desciam para depositar beijos na minha mandíbula. Eu deixei que um fraco gemido escapasse. O meu corpo inteiro entrava em estado de alerta quando alguém fazia menção de beijar o meu pescoço. Eu detestava e amava ter um ponto sensível

― O que é isso? ― eu não estava tão concentrada a ponto de não ouvir a voz fina de Ally. Ela quase gritou ao se referir à cena épica do irmão beijando a meia-irmã de seu namorado. Sim, eu gostaria de virar apenas para contemplar o semblante perplexo. ― Harry, o que é isso? Você não está vendo?

Eu senti o sorriso de Lou no meu pescoço. Ele riu baixinho e eu acompanhei. Nós esperávamos silenciosamente uma resposta vinda de Harry. Afinal de contas, a namorada dele precisava que alguém fizesse uma descrição minuciosa do que estava diante de seus olhos.

― Porra Ally, eles estão se beijando. Não está claro para você? ― ele se exaltou.

― Harry... Harry, você é um grosso!

― Hm, é melhor a gente dar um jeito no casal problema. ― Lou disse, e nós cessamos os beijos para fitar uma Ally com braços cruzados diante do peito, e um Harry me queimando com suas íris escuras pela ausência de luz. Em outro momento eu estaria rindo da situação, no entanto, agora, uma espécie de sentimento estranho começava a me consumir. Por que raios eu estava me sentindo culpada?

― Eu vou embora. ― Harry falou. O seu corpo pulou do assento e ele desviou das pernas que se estendiam na fileira de cadeiras. Ally rapidamente o seguiu, e, antes que eu perguntando o que diabos estava acontecendo, eu senti a mão de Louis segurando a minha e nos guiando para fora da sala.

O nosso cinema foi um completo fracasso, e eu não queria acreditar que o motivo de tudo isso era o beijo entre Louis e eu.

Estava frio do lado de fora. Os carros transitavam enquanto nós caminhávamos para onde Harry tinha parado. Os braços dele se encontravam em volta da cintura de Ally, à medida que ela mantinha a cabeça sobre o peito dele. Aparentemente eles haviam conversado, e Harry com certeza se desculpara pela grosseria durante o filme.

― Eu também gostaria de ir para casa. ― comentei. Louis virou o rosto e me encarou. Eu sabia muito bem que ele não estava disposto a ir agora.

― Não bebê. Nós ainda não bebemos e nos divertimos. Você sabe que quero dançar contigo.

― Mas...

― Sem mas.

Fui tomada de surpresa quando ele me deu um beijo rápido dos lábios. Ainda era confuso saber que estava beijando um amigo. Mas eu não poderia negar que Lou tinha lábios macios e experientes. Ele me puxou para mais perto, e colocou uma mecha para trás da minha orelha. Enquanto nos encarávamos, eu senti o meu coração acelerar apenas com a hipótese do que faríamos no restante da noite.

― Eu prometo que hoje será inesquecível. ― a voz dele soava cheia de promessas.

 Droga. Será que eu deveria confiar?

Não foi tão difícil convencer Ally a nos acompanhar, e, consequentemente, também foi até fácil trazer Harry conosco. Ele ainda estava sério, quieto e concentrado no próprio mundo quando Louis disse que iríamos para uma boate particular chamada Maddox.

O ambiente era agradável, apesar de estarmos em um sábado movimentado. Eu poderia dizer que a lotação apenas dava mais graça ao local. Corpos dançando, suados, música alta, gritos ao fundo; essas eram as características de uma boa balada. Eu diria também que uma noite ali não custaria barato, e que Lou teria de arcar com as despesas. Bem, eu esperava que ao menos Harry pudesse ajudá-lo.

Eu desviei de algumas pessoas, o meu foco voltado para uma mesa mais ao fundo. As paredes cor de vinho estavam iluminadas por pequenas e coloridas bolas, os sofás de couro também recebiam uma parte de iluminação. Eu me esgueirei e consegui passar entre casais dançantes, chegando finalmente ao meu objetivo. Lou não sentou de imediato. Ele me olhou e perguntou se eu gostaria de tomar algo antes de partirmos para a pista de dança. Hm, eu não era boa com batidas eletrônicas, mas eu disse sim.

― Preciso falar com você. ― eu ouvi a voz ao meu lado, me fazendo virar e dar de cara com Harry. Ele estava sério e calmo, esperando por uma resposta minha. Eu somente assenti, e imaginando que ele começaria a falar, eu encontrei um Harry me puxando pela mão e me levando para um lugar reservado na boate. De onde estávamos, poucas pessoas conseguiam nos ver. Eu quase congelei quando as mãos dele se alocaram na minha cintura e levaram as minhas costas de encontro à parede. Parecia que a minha vida estava a um fio, e que ele me mataria se chegasse um pouco mais perto do que o permitido. ― Eu quero que você se afaste do Tomlinson. ― ele murmurou no meu ouvido.

― Co-como? ― a minha voz vacilou. Eu me sentia extremamente indefesa quando ele estava perto demais. Harry tinha uma espécie de magnetismo estranho, proibido. Eu não sabia se o empurrava para longe ou arrastava minhas mãos para o seu corpo. As questões costumavam permanecer por minutos na minha cabeça. ― Por quê?

Por um pequeno instante a sua cabeça virou para checar se mais alguém nos via. Aliviado, Harry voltou a olhar para mim; a sua face nunca abandonava a carranca que estava ali desde que saímos do cinema. Eu puxei um pouco de ar quando ele se afastou, e obtive a minha calma após repetir o processo por três ou quatro vezes.

― Manuela, não seja inocente. Eu acho que todo mundo já percebeu que Louis quer ficar com você. E quando eu digo “ficar”, eu não me refiro a apenas trocar beijos e carícias. Isso inclui bebidas, danças, preservativos, e uma garota virgem na cama de uma cara bem mais velho.

― Louis não é tão velho assim. ― eu rebati.

Harry se aproximou, as suas mãos subiram para o meu rosto, os polegares indo e vindo sobre as minhas bochechas. Eu estava a ponto de fechar os olhos quando ele se inclinou e trouxe a boca para o meu ouvido.

― Ele quer transar com você. ― ele sussurrou. Eu podia absorver a respiração pesada contra minha pele. Harry tinha uma facilidade enorme em me deixar arrepiada e nervosa. ― Mas eu não vou deixar, porque você é minha meia-irmã, é ingênua e não vai sofrer por qualquer um.

― Harry... ― eu não era ingênua coisa nenhuma. Hm, talvez um pouco. Mas Harry estava totalmente errado em imaginar que Louis queria transar comigo.

Ele não me permitiu continuar; o seu polegar selou os meus lábios.

― Eu disse que a protegeria e farei isso. Eu apenas estou preocupado com o que ele possa vir a praticar, então, por favor, tente manter-se longe do Tomlinson.

― Ok. ― eu não fui realmente sincera na minha resposta.

Agradeci mentalmente quando cheguei ao meu antigo lugar no sofá, e Louis ainda não havia voltado. Eu apertei os meus olhos rumo à multidão de pessoas, e vi Harry e Ally abraçados, dançando algo mais calmo. O olhar de águia do meu meio-irmão estava sobre mim, atento, protetor, impedindo que alguém viesse ao meu encontro, me fizesse beber e me levasse para a cama. Antes de eu sentar tranquilamente no meu assento, Harry me fez jurar que eu gritaria caso Louis tentasse algo contra a minha vontade.

― Aqui está, bebê. ― Lou me entregou o copo verde fluorescente. A parte ao meu lado no sofá afundou, e ele pôs uma perna sobre a outra quando sentou à minha esquerda. Eu respirei e olhei o conteúdo da bebida discretamente, imaginando que meu amigo ficaria ofendido se eu desconfiasse que houvesse quantia elevada de álcool ali. ― Harry está olhando demais para cá. Eu penso que ele está com ciúmes, ou talvez seja apenas impressão minha.

Rapidamente o meu olhar correu para o garoto dançando com a namorada. Louis não estava errado ao mencionar a indiscrição de Harry. Ele soava como uma espécie de segurança, sempre à alerta e pronto para atacar. Eu beberiquei a minha bebida no que me pareceu um longo tempo, até que, impaciente, eu ingeri o líquido em apenas um gole. Não havia álcool, mas a velocidade com que o drinque escorregou por minha garganta me obrigou a esboçar uma careta.

― Não estou a fim de olhar para a cara dele. Então, acho melhor irmos dançar. ― ele comentou. Os seus pés se prontificaram à minha frente enquanto ele me dava à mão e me levava dentre as pessoas da pista. Alguns corpos grudados chocaram-se com a minha pele; o meu estômago deu um giro de trezentos e sessenta graus quando a minha mão retirou as gotas de suor do meu braço. ― Aqui é um bom lugar. ― ele sorriu entusiasmado.

Eu não era boa com danças, então, eu poderia dizer que estava me esforçando para imitar alguns passos que chegavam ao meu campo de visão. Eu tinha quase certeza de que estávamos longe o suficiente de Harry, e que poderíamos dançar em paz sem o monitoramento excessivo do meu meio-irmão. Em um ímpeto, eu olhei para frente e não vi Louis. A minha garganta secou, eu me arrependi de ter abandonado a bebida sobre a mesinha de frente ao sofá.

Os meus olhos apertaram, os meus pés cessaram os movimentos enquanto eu procurava pelo corpo do meu acompanhante. Havia pessoas demais para que eu pudesse identificá-lo com precisão. Resolvi então procurar o banheiro mais próximo, e quem sabe após lavar o rosto, eu conseguisse pensar mais devidamente e retornar ao planeta Terra. Entretanto, quando fiz menção de deixar a pista, a minha cintura foi apertada com força, e eu pude sentir uma respiração acelerada contra o meu pescoço. Eu não estava habituada a senti-lo, mas eu consegui identificar muito bem o perfume de Louis.

― Eu quero mais. ― a sua voz adentrou nos meus ouvidos. A música alta o obrigava a chegar mais perto no intuito de falar sem gritar. Eu estava sem entender absolutamente nada quando ele me girou, juntou as minhas mãos e as entrelaçou em seu pescoço. ― E eu sei que você quer também.

Como?

Eu não tive tempo para raciocinar o comentário. Louis trouxe seus dedos para o meu rosto e o puxou de encontro ao seu, tomando a minha boca outra vez. O sabor de álcool se tornava aguçado, misturando-se homogeneamente com a minha saliva. A música alta e remixada tocava alto. Eu não ouvia nada além do timbre de Rihanna. Enquanto os demais dançavam, nós tentávamos manter uma conexão um com outro durante o beijo.

Senti minhas bochechas formigarem cada vez que a barba de Lou roçava contra a pele. Ele desviou os lábios para o meu ouvido, levando a mão junto à medida que deslocava os meus cabelos para apenas um lado. Eu estava muito isolada do mundo, presa ao momento, incapaz de pensar em algo que não fosse os beijos dele. Algumas palavras ditas por Harry me vieram à mente, mas eu rapidamente as mandei para longe quando Lou atingiu um ponto no meu pescoço. Ele mordeu suavemente, preocupando-se com uma possível marca no dia posterior.

― Eu sei que deveria estar me controlando, mas eu simplesmente não consigo e não quero fazer isso agora. ― hm, eu também não queria.

Nós havíamos perdido a noção do horário. Eu não sabia se estava no momento de voltar para casa. Na verdade, eu pouco me preocupei com isso enquanto Lou me beijava. Hm, ele me fazia esquecer a vida lá fora, os problemas, o meu meio-irmão e seus conselhos idiotas. Contudo, antes que a minha boca deslizasse para a mandíbula de Louis, eu assisti os meus dois braços agarrados e puxados para trás. Eu fui sacudida para fora da multidão de pessoas. A minha visão ainda estava turva quando eu consegui soltar uma das minhas mãos e passar contra os olhos. Eu gostaria de não ter visto nada, mas eu pude claramente encontrar Harry a me levar para a saída da boate.

― Que merda você está fazendo? ― eu gritei com força; as pessoas olharam para mim quando eu novamente repeti a frase. ― Harry, para!

Ele não me escutou ou fingiu não ouvir. Harry desviou dos caras vestidos em terno preto, mandando-me para a calçada acompanhada por ele. As minhas pernas bambas tropeçavam, e eu quase caí enquanto ele me arrastava para o estacionamento, me socando na sua BMW. As portas foram travadas, Harry sentou e se inclinou para colocar o meu cinto. Ele não olhou nos meus olhos enquanto o fez, mas eu bati fortemente em suas costas pedindo para que ele parasse de ser tão idiota.

― Nós vamos para casa. ― a voz dele estava dura, amargurada. Eu não entendia o porquê de ele ter me tirado da boate sem um aviso prévio. Eu desconhecia como Louis havia reagido diante disso. ― Eu pedi para que você se mantivesse longe, mas parece que ninguém se importa com o que digo.

Eu engoli em seco, as minhas mãos de repente suaram e desviaram para o meu vestido, roçando até diminuir a umidade que escapava da pele. Uma vez que Harry havia confessado, eu me senti pior por ter desconsiderado todos os conselhos que ele me dera. Imaginei que ele não veria e não ficaria bravo comigo. Sim, eu fui boba ao pensar isso.

― Harry, eu não sou mais um bebê. Eu não preciso de cuidados. ― minha mandíbula tremeu enquanto as palavras eram pronunciadas. Não se tratava de frio. Na realidade, eu estava buscando uma maneira de controlar o desejo de chorar. Mesmo que eu achasse que o único culpado era Harry, ele tinha formas boas o bastante para fazer-se de vítima. ― Você precisa confiar em mim.

O meu olhar rumou para fora. O carro saía do estacionamento e adentrava nas ruas em uma velocidade excessiva. Eu vi como Harry fez com que os pneus cantassem à medida que passavámos para uma pista de mão dupla.

― Como posso confiar em ti, Manuela? Você não escuta os meus avisos, ou, se escuta, você simplesmente os desconsidera como se não fossem importantes. Eu me sinto um imbecil por me preocupar demais com alguém que não dá à mínima para mim.

Ele não me olhava. Isso era o pior de tudo. Eu sabia que Harry estava com raiva e com razão. Mas ele não precisava ficar aflito por conta de Louis. Ele era apenas meu amigo, nós jamais iríamos para a cama ou coisa assim.

― Harry... ― eu engasguei com o nó crescente na minha garganta. O meu peito apertava, e quanto mais eu ouvia as palavras dele, mas eu sentia como se pudesse sufocar a qualquer instante. ― Desculpe, eu...

― Não precisa continuar. Eu não quero ouvir.

As lágrimas que eu estava reprimindo foram liberadas um pouco depois. As minhas bochechas sentiram o calor do choro para, em seguida, absorver o vento que escapava das janelas do carro. Nós estávamos indo rápido demais. Eu poderia ver o meu cabelo indo para o meu rosto quando Harry deu a curva em uma rua qualquer. Ele ainda estava calado, o ambiente em total silêncio quando eu resolvi pedir para que ele fosse mais devagar. Nós morreríamos caso ele se descuidasse por uma fração de segundo.

― Harry, por favor. ― eu pedi outra vez. A sua relutância em continuar dirigindo como um louco me deixava assustada.

― Eu não vou diminuir.

― Por favor!

Impaciente, eu me remexi no banco e bati o punho contra o ombro dele. Harry tinha de me ouvir por bem ou por mal. Ele poderia ser teimoso, no entanto, eu era mais.

― Manuela, você está me desconcentrando. ― ele disse entre dentes. Eu olhei para fora e vi um par de faróis em nossa direção. Eu o havia feito caminhar para a contramão. Nunca pensei que eu mesma estivesse pondo a nossa vida em risco. Em um ímpeto, as minhas mãos correram para o volante, a minha respiração presa enquanto eu tentava manobrar sobre os dedos de Harry. Irritado, ele me empurrou para o meu assento, me fazendo bater a cabeça. ― Droga!

Ele havia olhado para frente e notado a nossa aproximação do carro. Harry girou com rapidez o volante, o barulho dos pneus e buzina enchendo o local com pouca movimentação. Eu fechei os meus olhos quando a minha fé sumiu das minhas mãos, e quando imaginei que tudo estava perdido.

Nós morreríamos. Não existia escapatória.

 


Notas Finais


Olá de novo, amoras. Sei que o capítulo não ficou lá essas coisas. Ah, gripe é tão chato mimimi. Enfim, eu esperarei melhorar para começar a escrever o próximo. E eu também iniciarei novas ideias. Estou em dúvida com alguns enredos; algo com Liam. Vou pensar e planejar com Harry também. Ele inspira muitíssimo a minha pessoa. Talvez eu faça um Harry bem diferente dos que já fiz. Sim, ele será MUITO diferente. Totalmente o oposto dos outros hehehe.
Enfim, obrigada por tudo e até mais.
Beijos suculentos :3

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