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Fanfic You Are My Pet! - Capítulo 12

Escrita por ~

Exibições 1.012
Palavras 4.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção e Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Shotacon/Lolicon, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais.Nenhuma das situações encontradas aqui realmente aconteceu. Não há nada que prove que as personalidades correspondem as originais ou que qualquer cena se assemelhe a qualquer acontecimento real. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Demorei, eu sei, tava procurando uma procurando uma beta, mas não tive sucesso... Enfim, eu preciso ter mais capitulos ou vou atrasar as postagens ainda mais, então é melhor deixar isso mais pra frente....
Eu estou respondendo todos os comentários, voces viram não é??? Me desculpem por ficar tanto tempo sem responder, não entendam mal, eu amo cada comentário e cada leitor, só estava sem tempo mesmo, mas agora vou responder a medida que receber ai fica mais facil... Não deixem de mandar a opnião de voces é muito impotante pra mim e para fic...

Capítulo 12 - My Mômo...


​​​You're my pet!

 

 

 

My Mômo.

KyungSoo permanecia literalmente esparramado de bruços no colchão de seu quarto por minutos consideráveis desde que chegara da cansativa sessão de fotos no parque Namja para ser mais exato. Continuava com as mesmas roupas, livrou-se apenas dos sapatos Patrick Cox* que apertavam seus pés por serem um número menor, não importava quantas vezes pedisse para a acessória de imprensa do estilista para mandar pares 38, eles sempre mandavam 37, mas sapatos Patrick Cox de graça, eram sapatos Patrick Cox de graça, de que importava detalhes ridículos como a dor excruciante?

Estava tão exausto que até o simples ato de converter o oxigênio em gás carbônico era trabalhoso, queria somente ficar ali sem pensar em nada, esquecendo-se dos problemas e do fato de que no outro dia de manhã teria de acordar cedo para trabalhar novamente. Fechou os olhos por um instante, não pretendia dormir, só descansar a vista e relaxar, mas é claro que seus planos seriam frustrados, estava quase se entregando a Morfeu quando sentiu algo macio e molhado tocar sua mão, abriu novamente as pesadas pestanas vendo Mômo aconchegar-se no colchão ao que esgueirava a cabeça para debaixo da mão de KyungSoo. O jornalista riu com a cena afagando os cabelos úmidos do adolescente.

-O que foi Mômo? -Murmurou ao que o mais novo arrastava-se para cima ficando na altura de seus olhos.

-Eu já tomei banho!

-Eu vi... -Sorriu voltando a afagar os cabelos castanhos.

As imagens da seção de fotos voltaram a sua memória o fazendo sorrir ainda mais. JongIn era tão fofo, mas conseguia ser o oposto sem nem ao menos dar-se conta. Todos os seus funcionários, principalmente do sexo feminino, viraram fãs de carteirinha de JongIn, ou melhor de Stefan Morris! Até HeeChul encantou-se pelo garoto, prometeu transforma-lo em uma estrela, mas Mômo não quis saber, não gostou da ideia de ter de colocar mousse no cabelo todos os dias.

-Obrigado por me ajudar hoje... Você salvou meu dia. -Sorriu ainda mais se virando para o mais novo.

-Eu faço qualquer coisa por você, Hyung! -Escancarou os lábios fartos exibindo os filetes de dentes perfeitamente alinhados e brancos. -Mas foi difícil tirar aquele mousse da cabeça... 'Pra que passar doce no cabelo? -Franziu o cenho em uma discussão interna ao que KyungSoo ria das suas loucuras.

-Ah Mômo... Mousse não é doce!

-É sim! -Ditou indignado. Tinha certeza disso. -Eu até já comi um de chocolate!

-Ah Mômo. Você tem cada ideia. -Sua voz saiu abafada pelo cansaço.

KyungSoo riu ainda mais se permitindo apertar as bochechas morenas do garoto, sentia muita vontade de fazer isso. Talvez o sono tivesse afetado seu bom senso.

Os olhos escuros encontraram-se, primeiramente um olhar casual, mas que passou para curiosidade e logo depois para um estranho interesse. O ar tornou-se denso em volta dos dois ao mesmo tempo em que KyungSoo dava-se conta de que podia sentir o calor do corpo dele e a aguda consciência de que Jongin estava deitado em sua cama, perigosamente perto o atingia. Ninguém podia vê-los e o sono anulava a capacidade de julgamento do jornalista, mas antes que acontecesse algo de que pudesse se arrepender, um barulho alto o acordou do transe. A barriga de Mômo roncava, para variar.

O adolescente corou sorrindo amarelo ao que KyungSoo sentava-se no colchão tentando acalmar o coração. "Mas o que foi isso?". Ditou para si mesmo, antes de colocar a culpa de sua vertigem em seu sono.

-Ah... Mômo... Está com fome? -Indagou colocando-se de pé. -E-Eu vou... Vou tomar um banho... E já preparo algo. Por que... Por que não vai assistir TV? -Deu um meio sorriso entrando em seu banheiro deixando para trás um confuso JongIn.

O adolescente permaneceu na cama alguns minutos tentando entender aquela sensação estranha na boca do estômago, era diferente de qualquer coisa que já havia sentido antes, não tinha ideia do que significava aquela cosquinha na barriga, mas convenceu-se de que era a fome, talvez estivesse com tanta fome que sua barriga estava tentando lhe chamar atenção.

Deu de ombros voltando a alinhar-se no colchão macio, não estava com vontade de sair dali, a cama de KyungSoo era tão quentinha e o travesseiro de penas exalava o cheiro dos cabelos do moreno, mas sua barriga já estava doendo com a fome, então foi obrigado a levantar-se. Arrastou-se até a cozinha sentindo-se um pouco mal humorado, gostava que KyungSoo lhe desse de comer, não de preparar a própria comida. E por um momento condenou-se por ter este pensamento, estava virando um folgado! Aonde já se viu, á pouco não tinha nem o que comer e agora estava escolhendo como faria suas refeições.

Decidido a mudar de atitude, resolveu que seria ele á prepararia o jantar para seu Hyung. Impulsionado por uma motivação Mômo se pôs a listar as refeições que poderia preparar e chegou à conclusão de que não sabia cozinhar nada. Um bico cresceu nos lábios do moreno, queria tanto fazer um bom jantar para seu Hyung, KyungSoo lhe dava tanto...

-Não deve ser tão difícil cozinhar lamen! -Voltou a sorrir. Via KyungSoo preparar lamen sempre! Podia fazer, só tinha de lembrar os ingredientes.

Abriu os armários pegando os condimentos necessários e os distribuiu sobre a bancada, faria lamen de legumes com salsichas, gostava mais de frango, mas salsichas eram mais fáceis de preparar.

Colocou os legumes na pia para serem lavados e ligou a torneira se esquecendo de desligar a mangueirinha que se chacoalhou desesperada fugindo de Mômo que tentava resgata-la a qualquer custo, mas logo notou que seria mais eficaz desligar a torneira. No final a cozinha não estava em um estado muito lamentável, levando em conta que a maior parte da água se encontrava em JongIn.

-Mas eu só sei fazer bagunça~! -Resmungou vistoriando seu estado, podia até ouvir KyungSoo dizendo "Mômo bagunceiro" ao que puxava suas orelhas.

Deu de ombros voltando ao trabalho. Agora precisava cortar os legumes, abriu a gaveta pegando uma faca e a fechou em seguida sem notar que sua regata estava presa nela. O som do tecido se rompendo fez o castanho crescer os olhos vendo o estrago, a blusa de tecido branco ostentava um rombo enorme do tórax ao umbigo deixando a pele morena à mostra.

-Ops...

A campainha soou chamando a sua atenção, mas precisou de alguns momentos para se dirigir até a porta encontrando quatro rapazes e um garotinho fofo, um deles ele conhecia, era BaekHyun que até havia lhe dado um presente! Sorriu para os convidados que o olhavam de uma forma estranha

-Quem é você? -A criança pequena e bochechuda indagou.

-Eu sou o Mômo... E você?

-Mômo? -Tao interrompeu entrando na casa sem rodeios. -Mas esse não é o nome do... Gatinho... Oh... -Estreitou os olhos com um sorrindo cínico nos lábios. -Esse pervertido...

 

 

 

You're my pet!

 

 

 

KyungSoo já estava no número 1.225 e contaria até um milhão se fosse necessário! Era só deixar sua mente por conta própria que ela se perdia pelo corpo de JongIn em cenas nada castas que faziam o jornalista corar de vergonha. A pele morena, os lábios carnudos os olhos felinos...

-1.226, 1.227...

Os ombros largos, a pele macia, os músculos bem desenhados...

-1.229, 1.230...

Os braços longos, as mão grandes, KyungSoo definitivamente gostava de mão grandes.

-1.231, 1.232, 1.233... 34, 35, 36... Ah! Mas o que está acontecendo? -Ralhou com ele próprio ao que escorregava pela banheira até estar submerso.

Seu corpo reagia com todos aqueles pensamentos inapropriados, mas tentava ignorar, era só se acalmar e esquecer o quanto Mômo era lindo. Talvez pensando em algo que o deixasse menos atraente como... Mômo era lerdo! Lerdo, lento e qualquer outro sinônimo para burro! Mas infelizmente isso o tornava ainda mais adorável.

-É... Esse infeliz é perfeito... -Resmungou brincando com a espuma cheirosa na superfície.

Não conseguia encontrar nenhum defeito em Mômo, nenhum que o fizesse menos... Maravilhoso... O que fez KyungSoo se perguntar quem deixaria alguém como ele sozinho. Nunca haviam conversado sobre seu passado.

Com um longo suspiro levantou-se da banheira, a essa altura Mômo estava jogado na sala urrando de fome. Riu imaginando a cena.

Enrolou-se no roupão felpudo seguindo para o quarto secando os cabelos. Depois de resmungar algo sobre Mômo ter bagunçado toda sua cama, vestiu calças cargo e uma regata Prada em viscose. Jogou o roupão no cesto e dirigiu-se a cozinha tentando explicar para sua mente que JongIn era criança e que não devia ter pensamentos pecaminosos com ele, para isso existia o BiRain, ou o Justin Timberlake, Mômo era bonito, mas era só uma criança. Sorriu ao ver sua mente animar-se com BiRain, mas foi só para ficar frustrado.

-Aí fica difícil Mômo~. -Resmungou vendo o adolescente molhado e rasgado em sua sala.

-Então é verdade? -Ouviu a voz de Tao e quase quebrou o pescoço olhando em sua direção.

-T-Tao? O que estão fazendo aqui?

-Nós viemos aqui esperando te encontrar deprimido, mas pelo visto estávamos enganamos. -Sorriu cruzando os braços.

Ficou surpreso por ver todos os seus amigos enfileirados em sua sala, sentiu vontade de empurrar todos e sair correndo porta á fora, mas Tao com toda certeza o alcançaria e lhe daria um golpe mortal por tentar fugir.

-D-Do que está falando? -Tentou disfarçar.

-JongIn se apresentou para nós, muito simpático ele não? Ou será que devo chama-lo de Mômo? -O chef voltou a resmungar fazendo o jornalista suspirar vencido.

-Devia ter me avisado Baek!

-Você sabia? E não contou para gente? -Dirigiu-se ao fotógrafo que distraia XiuMin em seus braços.

-Sabia, mas o segredo não é meu então não podia contar!

-Put...

-Olha a boca! -Interrompeu KyungSoo. -Mômo, porque você está... Vai se trocar, vai... -O adolescente assentiu correndo em direção á seu quarto.

-Tá legal, essa é a maior loucura que já vi na minha vida! Tudo bem que sou adepto ao sadomasoquismo, mas isso aí já é exagero!

-Tao, do que está falando?

-Ele parece ser muito jovem KyungSoo, não parece certo. -LuHan se manifestou chocado com a situação.

-Nem parece ser maior de idade. -Disse Lay, parecendo estar perdido em seus pensamentos.

-O que vocês acham que estou fazendo com ele?

-Animal de estimação. Isso é loucura! Brilhante, mas loucura!

-Estão dizendo que eu... Eu e ele estamos... Mômo é uma criança! -Disparou indignado, vendo Tao rir com deboche. -Eu só cuido dele! Baek, pode me ajudar aqui?

-O que foi? Ainda tenho minhas dúvidas! -Deu de ombros.

-Mas vo... -Suspirou tentando manter a calma. -O pervertido aqui é você BaekHyun!

-Ok, já chega! -LuHan interveio como uma boa Omma. -Se KyungSoo está dizendo que não é nada disso, então não é nada disso! Vamos deixar ele se explicar. -Sorriu ternamente ao que Tao torcia os olhos, às vezes a personalidade calma de LuHan o irritava.

-Obrigado! Eu só cuido do Mômo! E essa ideia é meio maluca eu sei, mas parece dar certo. Ele é só uma criança que não tem ninguém.

-Então seu jeito de resolver isso foi transformando ele em um animal de estimação? -Perguntou Tao.

-A ideia não foi minha, foi dele! E as circunstâncias nos levaram a isso. Teve a caixa, a chuva, aí ele estava chorando na minha escada... É tudo muito complicado.

-Eu não tô entendendo nada~. -MinSeok choramingou chamando a atenção dos mais velhos. -Posso brincar com o gatinho agora?

-Não tem gatinho, meu amor. -LuHan ditou pegando o filho no colo.

-Mas aquele menino não era o gatinho?

-Realmente! Um tremendo gatinho bebê! -Baek fez graça recebendo olhares mortais de todos. -Ah gente, e daí se o KyungSoo tem um garoto como pet? Tanto faz se ele tem ou não o corpo dele nu durante a madrugada, Mômo parece muito satisfeito! Então foda-se! E põe na conta XiuMin! -Ditou antes de ser repreendido pela criança. -Ninguém fica julgando o Tao e o Lay por ficarem se agarrando quando estão bêbados, ou o Luhan por ficar tentando me possuir...

-Eu?

-Vamos ser felizes! Pelo menos ele não tá chorando pensando no JongDae! -Deu de ombros. Por que tinham de complicar tanto as coisas?

-Eu não fico me agarrando com o Tao! -Lay resmungou completamente corado recebendo um coro de "fica sim" como resposta.

-Baek está certo. O importante é que Kyungiie fique bem! -LuHan sorriu deixando o filho no chão. -Não é Tao?

-Hum... É... Mas ainda estou chateado por não ter me contado! -Cruzou os braços fazendo bico. O jornalista torceu os olhos, Tao era tão dramático!

Mômo voltou á sala trajando uma nova regata, agora vermelha, e uma bermuda jeans clara. Nem havia notado a pequena confusão que se pairava naquele cômodo segundos antes de chegar. Carregando seu habitual sorriso, parou ao lado de KyungSoo feliz por finalmente conhecer seus amigos.

-Deixe eu apresentar vocês formalmente. -KyungSoo começou um pouco constrangido. -Mômo, esses são Lay, Tao, LuHan e o filhinho dele XiuMin, o BaekHyun você já conhece. E esse é o meu Mômo... Digo Mômo. -Corou ao notar o olhar malicioso no rosto de Baek.

-Prazer em conhecê-los. -O adolescente reverenciou seguido pelos mais velhos.

-Só eu acho que esse garoto fugiu de um anúncio da Calvin Klein? -Tao ditou medindo o garoto dos pés as cabeças.

 

 

 

 

MinSeok e JongIn assistiam um desenho qualquer sentadinhos no chão da sala, enquanto os adultos cozinhavam, ou melhor, Tao cozinhava alegando que todos ali eram inúteis que não sabiam fazer nada. KyungSoo não reclamou, estava tão cansado que só a idéia de ficar mais um segundo de pé fazia seus olhos lacrimejarem. Sentou em uma das cadeiras com uma taça de vinho em mãos, divertindo-se com a bagunça de seus amigos que riam de BaekHyun que lhes narrava, sem esconder nenhum detalhe, suas horas fervorosas na companhia do pianista vampiro com quem saíra naquele mesmo dia.

-Estou dizendo, Claus era mesmo o Drácula! Nenhum mortal poderia possuir... Tamanha destreza!

-Kris possui uma destreza enorme, se quer saber... -Murmurou Tao.

-Ele por acaso te ofereceu um passeio nas costas dele pela floresta? -KyungSoo indagou rindo junto aos outros.

-Tô te falando! Ele era um vampiro! -Resmungou tomando um gole de vinho.

-Então por que saiu de lá, se estava assim, tão sobrenaturalmente bom? -O chef indagou experimentando seja lá o que for que estava preparando, não queria contar a ninguém e quando perguntavam recebiam um olhar mortal como resposta.

-Problemas técnicos... -Mentiu, não era necessário citar o jogador orelhudo que tomou sua mente. -E nós transamos por cinco horas, só paramos para respirar. Não sou uma atriz de filme pornô! O que querem? Que eu morra?

-Vai sentir muita dor amanhã...

-Por quê? -Indagou Lay causando risos nos amigos.

-Senhoras e senhores, eis aqui um virgem! Muito usados em rituais de magia negra! -Brincou Tao, rindo do bico que surgiu nos lábios do castanho.

-Me deixem em paz! -Resmungou brincando com o zíper do moletom vermelho, ao que Tao apertava suas bochechas grandes.

Lay não gostava quando os amigos começavam com aquele assunto, porque no final sempre sobrava para ele. Era sim virgem, até tentou deixar de ser, mas todas as experiências frustradas só lhe renderam vergonhosas lembranças que não dividiria com ninguém.

-Quando é que você vai perder esse cabaço? 'Tá pensando em virar padre? -Disparou Baek, fazendo o mais novo ali corar ainda mais. -Eu até dava um jeito nisso para você, mas nesse momento eu estou tendo um caso com o LuHan e ele é muito ciumento sabe...

-Nada disso, Lay é meu! -Rebateu Tao abraçando o garoto por trás.

-Me deixem em paz~. -Resmungou não sabendo mais por onde corar.

-E então KyungSoo, qual o tamanho da destreza do Mômo? -Baek mudou de assunto fazendo o jornalista engasgar-se com o vinho.

-O que?

-Mas então, como isso funciona? Você é tipo uma dominatrix?

-O que? -Exclamou cético. Tao tinha cada ideia. -Eu já disse que não tenho nenhum tipo de relação com ele!

-Você o algema na sua cama? Isso é muito excitante... -Continuou sem ligar para o que foi dito.

-Não parece certo... -LuHan ditou pensativo.

-Vão começar mais uma vez? Já disse que nada disso acontece!

-Vamos fingir que acreditamos! -Disse Baek piscando para o moreninho.

KyungSoo torceu os olhos desistindo de tentar explicar a situação para os demais, que pensassem o que bem entendessem.

-Hyung~... Eu tô com fome! -Choramingou Mômo entrando na cozinha seguido por MinSeok.

-O jantar já vai ficar pronto... Eu acho... -Respondeu KyungSoo achando graça do drama do adolescente.

-Você acha?

-Não sou eu que estou cozinhando Mômo, é o Tao. -Explicou tomando mais um gole de vinho. -E o que eu disse que faria se te visse descalço? -Apontou para os pés desprotegidos do castanho.

-Não me lembro~. -Disfarçou tentando enganar seu Hyung com aegyo.

-Vai calçar meias Mômo, anda!

-Não briga com ele Kyungiie, ele esqueceu! -LuHan interveio indo até o adolescente emburrado. -Não é verdade Mômo? -Indagou ao que o garoto assentia com um bico enorme nos lábios. -Como consegue brigar com uma coisa tão fofa? O Mômo é neném né? Não pode brigar com o Mômo! -Acariciava os cabelos do outro. -Ele é uma graça Kyungiie, uma gracinha!

 

 

 

You're My Pet!

 

 

 

Dançar, sem dúvida, é uma terapia. Os movimentos sincronizados e graciosos ou até mesmo os desengonçados e pesados ao ritmo da música favorita parecem acalmar a alma, mas para JongIn dançar era muito mais do que isso. Dançar era quem ele era, o que respirava, comia e precisava todos os dias. Quando dançava esquecia-se dos problemas de uma vida não tão abençoada, o mundo lá fora não importava mais, quando dançava sentia-se feliz, porque apesar de tudo ainda podia dançar. E se tinha uma coisa que o garoto fazia bem, era dançar, parecia que tinha nascido para isto e está também era opinião de qualquer um que assistisse seus movimentos. E era exatamente isso que pensava todos os alunos naquela sala, JongIn havia nascido para isso. O moreno executava seus passos concentrado, os olhos fechados, os braços e o quadril movendo-se graciosamente, como se contassem uma história. A senhora EunHyun adorava ver JongIn dançar, dizia que o adolescente tinha paixão, "Uma coisa difícil de encontrar nos dançarinos de hoje!" -ela sempre dizia. Então por isso JongIn recebia toda atenção necessária da professora, todos os dias além do treinamento normal, recebia mais duas horas de aulas particulares. Ele não era de fato um aluno do estúdio de dança, as mensalidades eram muito caras, não tinha como pagar, e a instituição não contava com um programa de bolsas, mas depois de muita insistência por parte de EunHyun a diretoria permitiu que assistisse as aulas, mas mesmo assim não podia participar dos recitais e apresentações mensais, só receberia instruções da professora e nada mais. Mas para Mômo já estava de bom tamanho, pelo menos poderia dançar e sonhar com um futuro diferente, melhor...

-Perfeito JongIn, como sempre! -A mulher aplaudiu seguida por seus alunos. -Mas lembre-se de manter os ombros eretos!

-Obrigada. -Ditou ofegante reverenciando a senhora.

-Por hoje é só meninos, nos vemos amanhã!

Os alunos despediram-se da professora deixando-a com JongIn.

-Só faltam alguns meses para os testes! -Começou, entregando ao jovem uma toalha. -Nervoso?

-Na verdade, um pouquinho, Nonna.

-Não se preocupe... Você vai se sair muito bem! -Sorriu. -Eu enviei alguns formulários em seu nome, e a faculdade Julliard respondeu essa semana.

-Julliard? Na América? -Ditou surpreso, era uma ótima faculdade!

-Sim, até mandaram uma correspondência para você! Vou buscar, e você descanse um pouco, não sairemos daqui sem dar um jeito nesses seus ombros teimosos! -Disse já se retirando.

-Sim senhora.

América... JongIn sonhava com a América. Julliard seria um sonho, mas ele não tinha certeza se conseguiria. Sua professora sempre falava da companhia de dança Bolshoi, das faculdades de artes pelo mundo, sempre lhe dizia que tinha capacidade para fazer parte de qualquer uma delas, JongIn tinha suas dúvidas, mas era esse seu sonho e faria de tudo para o conquistar.

 

 

Depois de uma boa ducha, Mômo se dirigia para refeitório do estúdio. Tinha treinado bastante e até aprendeu o começo de uma nova coreografia, apresentaria essa em seus testes, EunHyun queria que praticasse bastante para estar perfeito até o fim do ano. Estava cansado, então compraria algo para beber e voltaria para casa, até pensou em pedir para SeHun acompanha-lo, mas este estava ocupado jogando charme para uma das meninas de sua turma.

Pediu um suco de morangos e sentou-se em uma das mesas esperando. Observou o salão espaçoso com um sorriso nos lábios, ele nunca ia até o refeitório, a comida ali era cara, o dinheiro que tinha não era o suficiente, mas agora KyungSoo sempre lhe dava dinheiro para lanchar. JongIn sempre recusava, mas o jornalista ameaçava quebrar sua cabeça se não aceitasse, então ficava sem opções.

-Você é JongIn, não é? -Uma voz melodiosa chamou a atenção do castanho que levantou a cabeça para ver quem chamava.

As bochechas de Mômo queimaram ao olhar para aquele garoto. KiBum era um dos alunos de sua turma de dança, mas ele não era qualquer aluno, era o aluno mais bonito da classe, talvez até do estúdio, seus amigos o chamavam de Key. Seus cabelos eram loiros e sua pele tão branquinha, os lábios sempre molhados por gloss eram rosados e as bochechas acentuadas pareciam duas maçãs. Mas o que fazia JongIn sentir-se constrangido parto do loiro além de KiBum nunca ter falado com ele, era que por culpa de SeHun já teve pensamentos consideravelmente horríveis com o garoto a sua frente, SeHun tinha uma fascinação por traseiros e o de Key era muito... Atrativo...

-S-sou eu... -Sorriu, condenando-se por corar.

-Eu sou o Key! Da sua turma! -Jogou sua bolsa roxa e espalhafatosa por cima da mesa, sentando-se em seguida.

-E-eu sei... -Corou ainda mais, ter KiBum tão perto fazia as conversas de SeHun voltarem a sua mente. "A bunda dele é muito grande, cara. Tenho vontade de morder!".

-Onde está aquele seu amigo, o colorido?

-Ele 'tá conversando com uma menina. -Apontou para o mais novo.

-Ah... É tão difícil te encontrar sem ele. Vocês vivem juntos, não é?

-Ele é meu melhor amigo.

-Eu tenho medo dele! -Riu contido.

-Ele é legal.

-Sei... -Deu um meio sorriso, SeHun era um pervertido, não legal. -Então... -Mudou de assunto. -Você dança muito bem JongIn-shi!

-O-Obrigado.

-Eu queria poder dançar como você... -Murmurou fazendo bico.

-M-mas você dança bem.

-Eu sei, mas não é como você... Você poderia me ensinar  alguns passos qualquer dia, não é?

-E-Eu? -Ditou surpreso.

-É, eu iria adorar ter umas aulas com você! -Sorriu cedendo um carinho nas pernas do maior com a sua própria, fazendo o castanho corar ainda mais. -E você? Não iria gostar?

-C-claro... Pode... Pode ser divertido. -Deu um meio sorriso.

-Nós podemos sair qualquer dia para combinar melhor, o que acha?

-Por mim tudo bem.

-Eu 'tô livre no sábado. -Sugeriu.

-Ah...

-Nós podemos ir ao cinema... Estreou um filme novo que eu quero muito assistir! -Mentiu, Key não gostava de filmes e não pretendia assistir nenhum, não com JongIn sentado ao seu lado, tinha outros planos para o menino.

-P-Pode ser.

-Então está combinado! Sábado ás sete, depois te dou meu endereço. Eu tenho que ir agora, mas a gente se fala amanhã. -Sorriu inclinando-se sobre a mesa deixando um selo na bochecha morena do maior. -Tchau.

-Tchau... -Acenou para o garoto vendo-o desfilar até a saída. Ele era realmente lindo!

-É isso mesmo que eu ouvi? -SeHun ditou jogando-se ao na cadeira ao lado do castanho. -O Key te chamou 'pra sair?

-Eu não sei... Não sei... -Ditou ainda sentindo-se perdido.

-Olha só o nosso Mômo! Arrasando os corações, é isso aí! Dá um tapa naquela bunda por mim!

-O que? Não vou bater no bumbum dele, SeHunnie! -Ditou indignado com a falta de vergonha do amigo.

-Mas como é puro. -Riu jogando o braço em volta do outro. -Quando você estiver no rale-e-rola nem vai se lembrar dessa sua pureza, vai por mim! Mas sabe... Eu sempre achei que você fosse passivo! Essa sua carinha de bebê. Eu te pegava, e olha que só pego gatinhas de primeira, aceite isso como um elogio!

-O que quer dizer com passivo? -Disse confuso, causando um ataque de risos no multi-colorido.

-Qualquer dia eu te mostro, qualquer dia eu te mostro... -Ditou em tom sugestivo. -Se deu bem, garoto...

-O que? Ele só quer dicas sobre a dança! Não é nada de mais. -Deu de ombros.

-Deixa de ser burro, Mômo! Ele te chamou para ir ao cinema, você vai ter de busca-lo, é claro que é um encontro!

-V-Você acha? -Ditou preocupado. JongIn nunca tinha ido a um encontro.

-Se não quiser que eu te mostre o que é passivo agora, tire esse bico da boca!

 

 

 

You're My Pet!

 

 

 


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